segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Com a casa às costas



     A empresa de Coimbra Cool Haven desenvolveu uma habitação que pode ser aumentada, diminuída e mudada para outro local. Actualmente encontra-se num parque tecnológico de Coimbra mas, dada a facilidade e rapidez de montagem e desmontagem, pode ser facilmente transferida para outra cidade.

        A estrutura em módulos, à base de aço leve e madeira reciclada, pode ser montada em menos de um mês e tem a particularidade de todos os seus parafusos poderem ser apertados utilizando uma única chave.

         É importante salientar que para além de ser uma estrutura ecológica, esta é também auto-suficiente em termos energéticos e completamente personalizável.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Construção de edifício de 15 pisos em 6 dias

"A empresa Chinesa Broad, especializada em construção pré-fabricada sustentável, realizou o feito de construir a superestrutura do Hotel Ark em Changsha, na província de Hunan em apenas 6 dias. Exceptuando as fundações, a estrutura de 15 pisos do edifício demorou cerca de 2 dias a ser montada e as paredes e instalações, 4 dias. O edifício foi dimensionado para resistir a acções sísmicas de um terramoto de grau 9 e está optimizado do ponto de vista energético, possuindo isolamento sonoro e térmico de última geração. 




Durante a construção, os resíduos constituíram apenas 1% da massa total dos materiais usados. Devido ao grande número de equipas envolvidas, a coordenação foi fundamental, permitindo finalizar o edifício em tempo recorde e evitando qualquer acidente. O sucesso do processo deve-se também à utilização quase exclusiva de ligações metálicas aparafusadas e de elementos construtivos de peso próprio reduzido."




"A Broad já tinha conseguido um feito semelhante ao construir um pavilhão da Exposição Mundial de Shanghai em apenas 14 horas."


"A construtora tem planeado num futuro próximo um edifício de 50 pisos em Pequim, utilizando o mesmo tipo de materiais e o mesmo método e ritmo construtivos."


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Casas feitas de garrafas

     Esta ideia surge no Brasil, um país onde a actividade sísmica não é um problema mas sim o grande número de pessoas sem abrigo ou a viver nas chamadas "favelas", sem as mínimas condições de salubridade.
     
     O método construtivo substitui os tradicionais tijolos das paredes de alvenaria, por garrafas usadas, demonstrando ser uma alternativa mais eficiente em termos de custos e também mais ecológica.


Para o enchimento e compactação das garrafas PET, usa-se 
terra húmida ou uma mistura de terra e cimento. A areia compactada 
dentro de uma garrafa é quase 20 vezes mais resistente do que os tijolos!

As garrafas são assentes em camadas, num processo semelhante
ao realizado para a alvenaria de tijolo.

Cordas de nylon ou arame são trançadas para obter 
a ancoragem da massa de preenchimento.

Revestimento das paredes ao nível das tampas.

Pintura exterior da casa.
    
     Depois de muito trabalho, muitas garrafas e muito cimento, o resultado final é este:




      Mas não foi só o Brasil a adoptar esta ideia, na Nigéria já foram construídas 25 casas de garrafas e o próximo projecto da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis é a construção de uma escola para as crianças de rua que, apesar serem menores, fazem parte da mão de obra para a construção de casas na região.

Yahaya Ahmed, da Associação Nigeriana de Desenvolvimento para Energias Renováveis, 
calcula que uma casa feita de garrafas custa um terço do que custaria uma feita de betão e tijolos.



Contentor de luxo


"O arquitecto francês Patrick Partouche aproveitou contentores usados para construir uma casa luxuosa de dois andares. A construção está localizada na cidade de Lille, ao norte da França, e foi montada em apenas três dias. A opção é uma alternativa para às casas pré-fabricadas.
Para o arquitecto, esta possibilidade é como a realização de um sonho, que permite a produção de casas mais eficientes, baratas e que estão de acordo com o pensamento sustentável.
A casa, que possui 240 metros quadrados, foi construída a partir de oito contentores, previamente equipados com isolamento térmico e acústico. O piso térreo tem uma sala de estar,cozinha, garagem, casa de banho e lavandaria. No segundo andar estão três quartos, um escritório, uma casa de banho e um quarto para visitas."




terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Edifícios como centrais de energia verde

eficiência energética
e redes inteligentes
{EM DESTAQUE NA LIGHT+BUILDING 2012}

«No passado dia 28 de Novembro, a Messe Frankfurt organizou em Madrid uma conferência de imprensa para apresentar a Light+Building de 2012 que, de 15 a 20 de Abril, destacará a eficiência energética e as redes eléctricas e edifícios inteligentes.»

«A Light+Building é considerada como a maior feira do mundo na área da iluminação e tecnologia inteligente, e em 2012 irá destacar a eficiência energética como basilar de uma necessária sustentabilidade dos edifícios no futuro. Segundo Michael Sturm, Director de Marketing e Comunicação de Tecnologia e Produção, um futuro sustentável apenas é possível com redes eléctricas inteligentes (smart grids) que funcionam com edifícios inteligentes e com tecnologia bastante avançada.»


«Thomas Welter, Director Geral da BDA - Bund Deustcher Architekten (Associação de Arquitectos Alemães), prevê que em 2050, os edifícios devem gerar energia e consumir a mesma, não dependendo de energia fornecida por uma empresa eléctrica.

EDIFÍCIOS COMO CENTRAIS DE ENERGIA VERDE 

«A sustentabilidade é garantida pela eficiência energética aliada ao conforto, segurança e bem-estar das pessoas. Os edifícios serão verdadeiras centrais de energia verde, ao serem locais inteligentes com uma rede eléctrica e contadores igualmente inteligentes, sem esquecer a integração e a automação eléctrica.» Michael Sturm

«Pretende-se, assim, a transformação de um edifício consumidor de energia num edifício produtor de energia!»



FONTE: Reportagem de Helena Paulino in Revista Técnico-Profissional "O Electricista".


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A primeira floresta vertical do mundo

























   O Bosco Verticale já está em construção, no bairro de Isola, no centro de Milão. As duas torres residenciais, com alturas de 110 e 76 metros, terão para cada apartamento uma varanda com árvores plantadas. Ao todo serão 900 árvores que, no plano horizontal, corresponde a 10 mil metros quadrados de floresta. 
   Para além de proteger as habitações da radiação e da poluição exterior, a vegetação irá produzir humidade e absorver dióxido de carbono, contribuindo para o aumento da qualidade de vida dos seus moradores.
   Este projecto, sem dúvida, inovador contará com um sistema auto-sustentável para o abastecimento de energia através de mecanismos de energia eólica e fotovoltaica. A água utilizada pelo edifício será também filtrada e reutilizada para a irrigação das plantas.


   «O problema da falta de verde nas grandes metrópoles incomoda há décadas seus moradores. Agora, vinda de Milão, na Itália, uma ideia que reformula o conceito de reflorestamento pode começar a mudar esse cenário. Na cidade italiana, nascerá a primeira floresta vertical do mundo, batizada de Bosco Verticale. Projetada pelo escritório de arquitetura Stefano Boeri, a floresta cresce, na prática, dentro de duas torres de edifícios residenciais e sustentáveis.»  
por: Elisa Campos
fonte:  Revista Época Negócios












sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Betão feito de pneus


O projecto "Betão com borracha proveniente de pneus usados" de Filipe Valadares e Miguel Bravo, dois estudantes de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico, foi o vencedor da terceira edição do Prémio Inovação ValorPneu. Aos jovens autores deste projecto foi atribuído um prémio de 7500 euros e um estágio profissional na ValorPneu.
Os resultados do Prémio Inovação ValorPneu 2011 foram conhecidos no passado dia 10 de Novembro, no Centro de Reuniões da FIL, em Lisboa, durante o 9º Encontro da Rede ValorPneu.


«O projecto consiste numa nova forma de produção de betão com granulado de borracha que permite evitar o consumo de uma quantidade apreciável de agregados naturais, mantendo e melhorando, em alguns casos, as propriedades do betão. Este novo tipo de betão poderá ter aplicabilidade prática em lajetas com aplicações em arruamentos, acessibilidades, praças e jardins; separadores centrais do tipo New-Jersey e lancis; paredes divisórias ou lajes estruturais e como material de enchimento.
O projecto teve o acompanhamento do Professor Doutor Jorge de Brito e a duração total de 12 meses: “ Nove meses de trabalho prático e três meses de trabalho teórico, nos quais produzimos cerca de 2.000 litros de betão no laboratório do IST”, explicaram os vencedores do Prémio.»